sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A cozinha é um laboratório!

  Já pensaram que quando cozinham estão a fazer ciência? Pois bem, se não acreditam leiam o artigo a seguir mencionado, retirado do site Ciência Viva.


Cientistas Ensinam Que Cozinhar Também É Fazer Ciência

Ana Machado
Público, 18-05-2002
Bolos esponja e batidos anti-radicais na ementa


Demonstração "a cozinha é um laboratório", que já passou pelo Pavilhão do Conhecimento, no Parque das Nações, e pelo Fórum Ciência Viva, continua a chamar as atenções

O que têm em comum físicos, químicos e chefes de cozinha? Todos trabalham com fórmulas, quer sejam químicas, quer sejam as de um bolo de chocolate. Mas cozinha e ciência têm mais em comum do que se possa pensar. Para que se saiba, um bolo fofo rege-se pelos mesmos princípios que as esponjas químicas. A acompanhar o bolo pode juntar um batido anti-radical de laranja, limão e papaia, frutos com capacidades anti-oxidantes que combatem os radicais livres que impedem o bom funcionamento das nossas células. O PÚBLICO assistiu a uma demonstração de cozinha científica, durante a última edição do Fórum Ciência Viva, para saber que fenómenos explicam os cozinhados que mais gostamos.


Maria Adelaide Bello, professora de química do Liceu Gil Vicente, na Graça, Lisboa, ensinava a uma plateia fascinada a ciência por trás de um bolo de chocolate. E ia mostrando sucessivos bolinhos de chocolate que cativavam o olhar e o nariz dos presentes. Não eram uns bolinhos normais. Eram feitos dentro de canecas e saltavam não do
forno quente mas do micro-ondas.


A receita é simples. Basta usar farinha com fermento (125 gramas), açúcar (150 gramas) e cacau (25 gramas), receita para três canecas. Depois, cada caneca leva ainda um ovo, uma colher de leite e outra de óleo. Dois minutos no micro-ondas, em potência máxima e eis que surge um bolo delicioso.


O que faz este bolo ficar tão fofo? O segredo está no fermento. Adelaide Bello explica que a farinha de trigo contém diferentes componentes como o amido, o açúcar, gorduras, sais minerais e água. E tem ainda proteínas. Quando se junta um líquido como a água ou o leite à farinha, estas proteínas ligam-se entre si e formam como que
uma rede forte e elástica - o glúten. No pão português, por exemplo, é essencial que esta rede se forme.


Mas dizerem-nos que o nosso bolo parece pastilha elástica não é propriamente um elogio.


É aqui que entra o fermento. As farinhas para bolos têm fermento incluído para que a quantidade de proteínas da farinha diminua e seja difícil formar-se o glúten, que torna a massa cozida mais consistente. Depois de se juntar ao bicarbonato de sódio do fermento - que é uma base -, a água ou o leite, que ligam essa base ao ácido que também existe no fermento, liberta-se um pouco de dióxido de carbono. O resultado são milhões de bolhinhas que tornam o bolo mais fofo. Mas isso também só acontece com a ajuda das proteínas do ovo: "As proteínas do ovo solidificam a uma certa temperatura e seguram estas bolhas dentro do bolo, tornando-o fofo", explica Adelaide Bello.


É preciso que tenha em atenção que não deve mexer muito a massa, pois corre o risco destas bolhas mágicas se evadirem do bolo antes das proteínas poderem actuar e deste baixar drasticamente assim que o tira do forno. Luís Afonso, físico do Instituto Superior Técnico, um dos ajudantes de cozinha, explica como a densidade da massa do bolo e o óleo - que funciona para estas bolhas como o plástico de um balão -, também são importantes para não deixar escapar o dióxido de carbono.


Este é quase o mesmo processo que está por trás das esponjas artificiais, explica Luís Afonso, ao mesmo tempo que coloca a prova, uma fina fatia de bolo, por baixo da lente de um microscópio: "O aspecto não é o melhor", confessa. Mas o facto é que o bolo de chocolate era uma delícia.


A explicação científica da cozinha não ficou pelo bolo de chocolate. Sabia que frutos como os morangos ou a manga ou outros alimentos como o leite e as cenouras são excelentes anti-oxidantes que combatem os radicais livres no nosso organismo?
Passamos a explicar. Os radicais livres são moléculas muito reactivas que oxidam os vários componentes das nossas células e inibem as suas funções normais.


Alguns radicais livres são produzidos pelo normal funcionamento das células. Mas muitas vezes têm origem em factores ambientais, como na poluição ou no fumo do tabaco. Um fumador tem muito menos anti-oxidantes a circular no sangue. Apesar do nosso
corpo estar preparado para combater esses radicais livres, eles vão-se acumulando ao longo dos anos e podem ser combatidos pela alimentação.




Já experimentou um batido anti-radical? Experimente bater morangos, papaia, manga, maçã, pêssego e cenoura com leite num copo misturador.
Estes frutos, bem como o leite, têm uma capacidade anti-oxidante, isto é, conseguem eliminar os radicais livres antes deles oxidarem os compostos das nossas células. Deve-se também ter em conta que os anti-oxidantes são destruídos pelo calor. Por isso, os vegetais verdes, grande fonte de anti-oxidantes, devem ser cozidos em pouca água ou de preferência no vapor. Bom apetite.

Quem quer quentes e boas, quentinhas?


O Homem das Castanhas


Na Praça da Figueira,ou no Jardim da Estrela,
num fogareiro aceso é que ele arde.
Ao canto do Outono, à esquina do Inverno,
o homem das castanhas é eterno.
Não tem eira nem beira, nem guarida,
e apregoa como um desafio.
É um cartucho pardo a sua vida,
e, se não mata a fome, mata o frio.
Um carro que se empurra,
um chapéu esburacado,
no peito uma castanha que não arde.
Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado
o homem que apregoa ao fim da tarde.
Ao pé dum candeeiro acaba o dia,
voz rouca com o travo da pobreza.
Apregoa pedaços de alegria,
e à noite vai dormir com a tristeza.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais calor p'ra casa.
A mágoa que transporta a miséria ambulante,
passeia na cidade o dia inteiro.
É como se empurrasse o Outono diante;
é como se empurrasse o nevoeiro.
Quem sabe a desventura do seu fado?
Quem olha para o homem das castanhas?
Nunca ninguém pensou que ali ao lado
ardem no fogareiro dores tamanhas.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
A estalarem cinzentas, na brasa.
Quem quer quentes e boas, quentinhas?
Quem compra leva mais amor p'ra casa.



José Carlos Ary dos Santos

Castanhas


Castanhas: Há cada vez mais jovens a apostar na produção


O investigador da Universidade de Vila Real José Gomes Laranjo afirmou hoje que há cada vez mais jovens interessados em apostar na produção de castanha, alguns dos quais desempregados que querem rentabilizar os terrenos de família.
O especialista integra a rede nacional da fileira da castanha – RefCast – que quer aumentar a área de produção e incentivar o consumo no país.
“Em consequência deste trabalho da rede, em que se pôs a castanha na ordem do dia, há muita gente a lembrar-se dela na hora de investir”, afirmou à agência Lusa.
José Gomes Laranjo referiu que alguns dos novos investidores pertencem à segunda geração, ou seja, filhos de proprietários de terrenos que migraram para as cidades e que, agora, estão a querer voltar à terra.
É o que está a acontecer com Vítor Sousa, de 36 anos, que reside no Porto e trabalha na área do desporto.
Com terrenos de família em Carrazedo de Montenegro, Valpaços, este empreendedor quer fazer novas plantações e também investir na compra de soutos já formados.
Por enquanto, será uma atividade paralela, mas a ideia é que se transforme na sua atividade principal.
O objetivo é também apostar no mercado externo, porque “lá fora este produto é muito mais valorizado” do que em Portugal, onde, por exemplo, só se come este fruto nesta época.
Esta aposta na castanha surge devido às ligações familiares, mas também por uma questão de afetividade.
Carlos Ramos, responsável por um viveiro em Vila Real, disse à Lusa que nos últimos três anos tem praticamente esgotado a produção de castanheiros.
“Há muita procura por esta árvore. Nos últimos anos não temos conseguido satisfazer os pedidos feitos pelos clientes. Este ano vamos ter uma produção maior, mas já temos também muitas encomendas em carteira”, salientou.
O viveiro Serviruri tem vendido por ano cerca de 10 mil plantas de híbridos, plantas resistentes à doença da tinta que afeta os soutos.
Este ano, Carlos Ramos prevê que a produção possa atingir as 12 mil plantas.
O responsável referiu que as vendas estão a ser feitas essencialmente para a zona do Marvão, Minho e Trás-os-Montes.
José Gomes Laranja considerou que a castanha é uma ”janela de oportunidades” para as zonas de rurais e de montanha.
Segundo o responsável, neste momento a RefCast está em processo de formalização, para poder, entre outras coisas, concorrer a fundos comunitários.
Esta rede é também a representante portuguesa na Comissão Europeia da Castanha, com sede em França, e que, segundo responsável, vai desempenhar um papel importante na negociação de apoios para o setor na Política Agrícola Comum (PAC) para 2020.

Retirado de  Diário Digital  (http://dinheirodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=6&id_news=189673)



sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Geleia de marmelo

Coloque os caroços dos marmelos num tacho, junte água e deixe ferver durante algum tempo. Depois de bem cozidos, coe a água e meça-a. Coloque igual quantidade de açúcar. Leve a ferver (a água com o açúcar) juntamente com um pau de canela. Deixe ferver até ter a consistência desejada. Tem que  ter em atenção que a geleia depois de fria fica muito mais consistente do que enquanto quente, por isso, deve ir tirando um pouco para um prato, e deixar arrefecer para ver se a consistência já está no ponto desejado. Quanto mais ferver, mais grossa fica!
Bom apetite!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Este mês os marmelos abundam e há que aproveitá-los para fazer marmelada. Para quem quiser deixo a minha sugestão de receita.




Ingredientes:
1,3kg de marmelos
700g açúcar
5 colheres sopa de água

Preparação:
Corte os marmelos em 4 e retire a totalidade do pé e caroço. De seguida coloque-os numa panela  e cobra-os com o açúcar e com a água. Reserve durante 10 minutos.



 Leve ao lume e deixe cozer bem. Quando tudo estiver cozido, reduza a puré com a varinha mágica, de modo a ficar uma mistura homogénea. Deixe ferver mais um pouco até atingir o ponto de estrada.
 




Deite em taças, cubra com papel vegetal e deixe secar.



segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Bolo folhado com ovos moles

Apresento um bolo de massa folhada, coberto com ovos moles. Este bolo deve comer-se frio. Uma delícia para os amantes de massa folhada (como eu).

O aspecto do interior do bolo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012